JINGLE BELL, JINGLE BELL, JINGLE BELL ROCK… Blá blá blá, blá blá blá..
Este pequeno texto foi escrito sob a trilha sonora de Jingle Bell Rock. É que minha irmã está assistindo ao filme “Meninas Malvadas” agora – pela quarta ou quinta vez, ressalta-se – e isso, aliado ao meu atual estado de espírito, fez-me pensar no Natal. Melhor dizendo: no quanto eu ODEIO O NATAL.
Embora possa parecer mais um daqueles milenares bordões de adolescentes mimadas, daquelas garotinhas que estão “naquela fase”, como minha mãe adora repetir cotidianamente – e em dose dupla (!!) – para minha irmã e eu, certamente não é tão simples assim. Sinceramente mesmo, acho que não é o meu caso. Primeiro que nem sou tão adolescente assim (ora, em regra a adolescência acaba aos 18 anos. Tenho 17. Logo, estou praticamente “a dois passos do pa-ra-í-so”) e, segundo, nunca gostei muito do Natal mesmo. Assim, não é só um bordão idiota.
Honestamente, admito que até achava o Natal legal quando era bem pequena, digo, bem jovem – é que continuo pequena. Porém, quando encontrei a nota fiscal da Loja Fátima (uma famosa loja de brinquedos que tem por aqui), por um mero acaso, naquele derradeiro dezembro de 98, constando o MEU presente entre os itens comprados, tudo acabou. Meu inocente mundo da imaginação sumiu sob meus pés e acabei ficando assim. Que trágico!
A partir daí, e também por causa de diversas outras circunstâncias, passei a odiar o Natal, odiar as pessoas no Natal, suas pseudo-alegrias, seus sorrisinhos amarelos, seus falsos encontros entre parentes falsos… HAHAHA
Enfim, para não dizer que odeio só por odiar, vamos fundamentar esta máxima supracitada (q brega):
CARA, pode parecer chatice, coisa de velha resmungona, de emo .. mas awwnn. Já ouviram as músicas natalinas? Só de pensar nisso, veio-me dezenas em mente.
Lembro claramente de uma da Angélica, que, ainda bem, não canta mais e dedica-se a apresentar programas globais. A letra peculiar dizia o seguinte:
“Blim blom /Bate o sino de Belém/ Blim Blom/ Faz o coração também… /Blim blom/ Vai chegar Papai Noel/ Blim BLom/ Pelas nuvens lá no céu/ Todo mundo contente, uma estrela a brilhar /O amor é o maior presente que há… /Quero ver todo mundo brincando feliz /Se abraçando e cantando a cantiga que diz…/ É natal, todo mundo é irmão /É natal, dentro do coração /Tudo de bom, pra você e pra mim/ E que a alegria nunca mais chegue ao Fim!!” :OOOOOOO
AHHH Mas as músicas natalinas não param por aí! Lembre-se da Simone cantando eternamente, acredito que pelo menos durante todos os meus 16 natais: “Então é natal… o que você feeez? nhé nhém nhémm” na TV? Cara, não sei se é só comigo, mas essa música me deprime. “O que você fez”? uiii :Z
NO ano passado, salvo engano, havia uma campanha pelos BLogs brasileiros: “Nada de Simone neste Natal, viu? Vamos construir um mundo melhor.” \o/ huashuaihsa
E lembre-se também da centenária vinheta natalina da Rede GLOBO: “Hoje a festa é suuua/Hoje a festa é noooossa/ É de quem quiseeer/ Quem vieeer/” PFf.. oh, sim.
E você deve ter visto que ela, A Rede Globo, tentou – uma tentativa frustrada, naturalmente – renovar sua vinheta, adaptando-a para o hip-hop. Kkkkkkkk! Bizarro.
Mas o pior, é claro, deixei para o final: OS ESPECIAIS DO RC! Nossa! Isso me incomoda muito! A vocÊ não? A Rede GLOBO de Manipulação já está divulgando nos comerciais, para a alegria geral dos alienados da nação, a sua programação natalina tão original. Estava pensando aqui com meus botões… por que a GLOBO não repete o show do ano passado? Não seria mais econômico? Mais fácil? A palavra da vez não é praticidade? Desculpem-me os fãs do Rei Roberto, mas, afinal, o garotão do calhambeque Bi-Bi não canta sempre as mesmas músicas há décadas? Acho que vou mandar um email para GLOBO sugerindo isso. Ainda dá tempo! : D
Ahh, ironias à parte, fica até meio – ou muuito – clichê falar de hipocrisia no natal. Pode parecer exagerado ou pessimista ao extremo, mas sei que a hipocrisia existe em todos os lugares, épocas, tempos e relações. Hipocrisia é o que há, meus caros. Porém, parece que no Natal ela deixa de ser implícita e se revela completamente, para quem quiser ver.
Lembrando das nobres lições da catequese (siim! Acredite: fiz catequese na paróquia de ForRRquilhinha – tenho até uma foto com aquela tiara de margaridas que mamãe comprou e uma enorme túnica branca. Nas mãos? Uma vela! No rosto? Uma careta! Kaopskpaoksoak LoL) … ops. O pior da estória é que não me lembro das tão importantes lições da catequese! :O
Mas isso não é problema. A Wikipédia está a dois cliques daqui: “O Natal ou Dia de Natal é um feriado comemorado anualmente em 25 de Dezembro, que comemora o nascimento de Jesus de Nazaré.”
Ahhhá! Sabia que era isso! Por favor, tente deixar a hipocrisia de lado pelo menos neste segundo: quando você pensa/lê/escuta/fala a palavra NATAL, o que lhe vêm em mente, sem pestanejar?
Se você respondeu mentalmente – e sem ser hipócrita! haha: “O nascimento de Jesus de Nazaré”, – embora haja muitas controvérsias – meus sinceros parabéns! Você é minoria por aqui. Acho que nem preciso dizer o porquê. Dê uma voltinha por qualquer rua, shopping, loja… Viva o Natal por um minuto e entenderá o que estou tentando falar.
HmM, se tenho mais motivos? Tenho, e muitos!
As reuniões familiares? BaH! Todos (estou generalizando, eu sei) se odeiam e brigam o ano inteiro e, no Natal, só por ser Natal, todos (novamentee!) seguram os instintos e tentam não se engalfinhar durante o dia. É, não consigo entender: por que as pessoas esperam só aquele único dia em meio a mais de trezentos dias (!) para se reunir e ter a tal da “noite feliz”? Por que não noites felizes durante todo o ano?
Outra coisa que percebo: É no Natal que, de repente, não mais que de repente, como diria Vinicius de Moraes, todos viram católicos! ihaa \o/\o/\o/\o/ Sim, estou falando daquela Missa chata, que as emissoras de TV insistem em transmitir Oo. Convenhamos que, em regra, ninguém vai à missa (os católicos) durante o ano inteiro. Mas no NATAl, só por ser Natal, pobre do herege que não estiver na igreja à meia-noite. É a magia natalina que move montanhas! Aleluia! :D
E agora, por coincidência, meu irmão mais novo está tocando flauta doce. É uma musiquinha famosa que ele toca, você conhece. Diz mais ou menos assim::
“blá blá blá/ Como É Que Papai Noeeeeel, Não Se Esquece de Ninguéééém/ Seja Riiico Ou Seja Poooobre/O Velhiiinho Seeempre Veeem” .
O velhinho sempre vem? Seja rico ou seja pobre? Ok.
Antes que me alongue ainda mais, tenho que ajudar minha tia a (re) montar nossa árvore-de-natal-de-plástico-velha-de-guerra. Pensar nas sobremesas para a ceia (parentes e amigos virão aqui em casa, para a noite feliz!). Comprar uns presentes de “última hora”. Ligar a TV para a vovó (rs) assistir ao especial do Roberto Carlos que vai passar no esperado dia. Prestigiar o tradicional showzinho natalino dos primos e irmãos… É Natal, sabe como é!
Fique com Garotos Podres, banda de PUNK de verdade. Década de 80, subúrbio do ABC paulista. Fúria! ahuiaehiuea:

